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PROFESSORA:NILVANI
RODRIGUES CABRAL
NARRAÇÃO
TIPOS DE NARRADOR
Eu ia andando pela avenida Copacabana
e olhava distraída edifícios, nesgla do mar,pessoas,sem pensar
Clarice Lispector, Felicidade
Clandestina.
A narradora protagonista da
história conta as suas impressões ao caminhar sem nenhum
compromisso, desfrutando em paz o prazer da liberdade. Atente
para o emprego dos verbos e dos pronomes na primeira pessoa: “Eu
ia andando... mas parece-me que me sentia...”
O narrador fica fora dos
acontecimentos, não se inclui na história. Ele sabe tudo,mas não
participa da ação, permanecendo como mero observador dos fatos.
Daí chamar-se narrador observador ou narrador
onisciente. Note:
Mariluce acordou às onze horas, com o
alarme do rádio relógio tocando um enlouquecedor
rock-pauleira.Tinha deitado às quatro da madrugada e dormido
instantaneamente um sono de pedra. Sem levantar a cabeça,
esticou o braço e,tateando, tentou localizar o botão do alarme
para desligá-lo.Só conseguiu resvalar o dedo no volume e fazê-lo
subir tão insuportavelmente que, para não ensurdecer, decidiu
saltar da cama e não tatear mais botão nenhum. O melhor mesmo
era desligar o rádio da tomada.
Foi o que fez, praguejando.Por que
precisava ter armado aquela geringonça para acordá-la? Ainda
embriagada de sono, não se lembrava.
Raul Drewnick, Veneno lento.
O narrador, como você pôde perceber,
contou os fatos objetivamente. Ao se colocar como um espectador,
que a tudo observa , ele não só relatou as ações da
personagem( “Marluce acordou..., esticou o
braço..., tentou localizar...,”), como também suas
emoções (“...praguejando”) e pensamentos (“Por
que precisava ter armado aquela geringonça para
acordá-la ?”). Os verbos e os pronomes foram empregados na
terceira pessoa.
ELEMENTOS DA NARRATIVA
Os elementos mais importantes de uma
narrativa são:o enredo ( ou seja a história) o fato, para
que haja uma história; os personagens que desenvolvem as
ações; o narrador, para contar a história, num
determinado tempo e espaço.Observe essa estrutura
narrativa, lendo o texto a seguir.
A estrutura do enredo
O enredo é a narrativa em sua forma estrutural.O enredo se
divide em quatro partes:
1.
Introdução ( ou
apresentação): geralmente coincide com o começo da história; é o
momento em que o narrador apresenta os fatos iniciais, as
personagens e, as vezes, o tempo e o espaço.
2.
Complicação (ou
desenvolvimento): é a parte do enredo em que é
desenvolvido o conflito.
3.
Clímax: é o
momento culminante da história, ou seja, aquele de maior tensão,
no qual o conflito atinge o seu ponto máximo.
4.
Desfecho (ou
conclusão): é a solução do conflito, que pode ser
surpreendente, trágica, cômica, etc., e corresponde ao final da
história.
O conflito e o fato
Leia este texto:
“Pedro é um jovem de bom coração.
Hoje ele ajudou dona Vera: fez compras para ela, cuidou de seu
cachorro e regou suas plantas. Dona Vera ficou muito agradecida
e lhe deu uns trocados para o cinema.”
Esse texto apresenta uma história
completa, pois tem os elementos fundamentais de uma narrativa
(fatos, personagens, lugar, tempo). Entretanto, é apenas uma
história comum, que não atrai o leitor ou o ouvinte, porque
falta nela algo inquietante, que causa surpresa. Em outras
palavras, falta nela um conflito. O conflito é qualquer elemento
da história que se opõe a outro, criando uma tensão que organiza
os fatos narrados e, conseqüentemente, prende a atenção do
leitor ou do ouvinte.
Portanto, conflito é o “problema” que
ocorre na narrativa.
O fato é o que se baseia a história,
por exemplo, nessa história o fato é; “um rapaz que resolve
ajudar uma senhora”. Desta forma o fato é a síntese da história.
Personagem
As personagens possuem duas classificações: quanto suas
personalidades e quanto a sua importância dentro da
narrativa.
Quanto a personalidade a personagem pode se dividir em:
·
Personagem Plana: é
aquela (ou aquelas) que possui um tipo de personalidade do
inicio ao fim da narrativa.
·
Personagem Redonda: é
aquela (ou aquelas) em que sua personalidade muda no decorrer da
narrativa, ou que possui momentos em que demonstra um tipo de
personalidade complexa.
Quanto a importância da personagem,
ela pode ser:
·
Protagonista: é o
personagem principal da narração.
·
Antagonista: é o
personagem que atua como vilão, possui características
totalmente contrárias as do protagonista.
O tempo
Os fatos de uma narrativa se
relacionam com o tempo em três níveis:
·
Época em que se passa a história:
A época em que se passa a história
constitui o pano de fundo para o enredo. A época pode ser
qualquer uma, não precisa ser a atual, a época em que se passa a
história não precisa corresponder com aquela em que ocorre sua
publicação.
·
Tempo cronológico: é
o tempo que transcorre na ordem natural dos fatos do enredo. É o
tempo ligado ao enredo linear, ou seja,à ordem em que os fatos
ocorrem.Chama – se cronológico porque pode ser medido em horas,
meses, anos, séculos. Falamos que a narrativa é linear
quando os acontecimentos estão em ordem conforme o nosso
relógio.
·
Tempo psicológico: é
o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela
memória ou pela imaginação do narrador ou de uma personagem ( ou
seja , quando alguém apenas pensa, imagina um acontecimento o
tempo é psicológico). De acordo com esse tempo os fatos podem ou
não aparecer em uma ordem linear, isto é , coincidem com a do
tempo cronológico.
A técnica do flash – back
O flash – back é um recurso narrativo
que coincide em voltar no tempo. Em nossa literatura o romance
Memórias póstumas de Brás Cubas , de Machado de Assis, apresenta
essa técnica: o tempo em que se situa o narrador - personagem
Brás Cubas é posterior a sua morte, o que lhe permite voltar ao
passado mais distante, contando fatos de sua infância e
juventude.
O espaço
Os fatos de uma narrativa se
relacionam com o espaço em dois níveis :
Espaço físico ou geográfico
É o lugar onde acontecem os fatos que
envolvem as personagens: uma rua movimentada, uma cidade, um
cinema, uma escola, um cômodo da casa, etc. O espaço pode ser
descrito detalhadamente ou suas características podem aparecer
diluídas na narração.
Espaço social (ambiente)
É o espaço relativo as condições
socioeconômicas, morais e psicológicas que dizem respeito as
personagens. O espaço social situa as personagens na época ( se
a personagem tiver idéias antigas ou modernas), no grupo social
( o ambiente escolar, religioso, etc) e nas condições em que se
passa a história. Ele pode ainda refletir os conflitos vividos
por elas ou fornecer pistas para o desfecho.
A
Classificação verbal
Verbo é a palavra
que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Exemplos:
Paulo Corre. (indica
ação)
Mara está feliz. (
indica estado)
Já anoiteceu. (indica
fenômeno da natureza)
Os verbos que indicam ação podem se dividir em transitivo
e intransitivo.
Verbo
Intransitivo
Verbo intransitivo: é aquele que não necessita de nenhum termo
que o complete, pois encerra em si mesmo a idéia básica do
predicado.
Exemplos:
Os convidados chegaram.
Sujeito
verbo intransitivo
O avião
decolou.
Sujeito
verbo intransitivo
Verbo
transitivo
Verbo transitivo é aquele que exige outro termo para que o
sentido fique completo.
ExemploOs
alunos
fizeram o teste.
Sujeito
verbo
termo que completa o sentido do verbo
Intransitivo
(objeto direto)
Ele se divide em transitivo direto e
transitivo indireto.
1. Verbo transitivo direto: quando o termo que completa o sentido do verbo não vem regido de
preposição.
Exemplo:
O professor
corrigiu
as provas.
Verbo transitivo
Objeto direto
Direto
2.
Verbo transitivo indireto:
quando o termo que completa o sentido do verbo vem
regido de preposição.
Exemplo:
Ele
gosta
de doces.
Verbo transitivo
Objeto indireto
Indireto
Observação:
·
Preposições mais usadas:
a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para,
perante, por, sem, sob, sobre, trás.
Verbo
de ligação
É aquele que não expressa idéia de ação, servindo apenas como elemento de ligação entre o sujeito e um termo que o modifica, chamado predicativo do sujeito.
Exemplos:
O dia Sujeito Está verbo de
Ligação
frio
predicativo do
sujeito Rosana
Sujeito
parece verbo de
ligação triste.
predicativo do
sujeito
Complementos
verbais
Os complementos verbais
são os termos que completam o sentido dos verbos
transitivos.Podem ser objeto direto e objeto
indireto.
Objeto direto:
é o complemento verbal que não vem introduzido por preposição.
Ex.: Os alunos
terminaram o
trabalho.
Sujeito verbo transitivo
Objeto Direto
O quê?
Para encontrarmos o objeto direto
perguntamos “O que?” ou “Quem?”; a nossa resposta será o
objeto direto.
Objeto indireto:
é o complemento verbal que vem introduzido por
preposição.
EX. :
Raul
precisa
de ajuda
Sujeito Verbo Transitivo objeto indireto
( “de” é preposição)
De quê?
Para encontrarmos o objeto indireto
perguntamos ao verbo “De quê? / De quem?/A quem?”
Pronomes pessoais como Objeto
Direto e Indireto
Os pronomes oblíquos o,a,os,as,e
as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas
são sempre objeto direto.
Exemplos.:
Eu o encontrei na escola.
Vamos chamá – lo.
Procuram – no urgentemente.
Os pronomes oblíquos lhe, lhes
são sempre objeto indireto.
Exemplos.:
Vou entregar - lhe esta carta.
Diga – lhes a verdade.
Os pronomes oblíquos me, te, se, nos,
vos podem ser objeto direto ou indireto.
Para determinar sua função, podemos
aplicar a seguinte regra: substituímos o pronome por um
substantivo e, se o uso da preposição for obrigatório, trata –
se de objeto indireto; se a preposição não for obrigatória,
trata – se de objeto indireto.veja:
Ele
me viu no clube.
Ele viu o amigo no clube.
Obj. direto
Obj. direto
Ele
me telefonou .
Ele telefonou ao colega.
Obj. indireto
Obj. indireto
JORNAL NA ESCOLA PROJETO COORDENADO PELA
PROFESSORA MARIA ONEA
Nome do jornal:
Participe da escolha do nome do jornal. Procure a urna e deposite sua sugestão.
Assuntos para o jornal escolar:
1. espaço cultural: eventos realizados na escola neste último mês e outros.
2. Espaço educativo: nova ortografia, dicas de estudo e outros.
3. Curiosidade Literária/Artística: a respeito de um escritor(a) ou artista brasileiro(a).
4.
Entretenimento:
piada, palavra cruzada ou uma charge
5. Saúde: dicas de saúde; violência e/ou bulling na escola e outros.
6.
Classificados:
anuncio de objetos (livros, revistas, cds, DVDs, e outros) para
doação, troca ou venda.