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PROFESSORA:NILVANI RODRIGUES CABRAL

NARRAÇÃO

             TIPOS DE NARRADOR

 Na narração, a história pode ser contada segundo o ponto de vista ou foco narrativo escolhido pelo autor.O narrador relata os fatos na primeira pessoa ou na terceira pessoa do singular.

Narrador em primeira pessoa                                                                                            

   O narrador participa da ação, ou seja, há um “eu” participante que conta a história.Temos então narrador personagem que pode desempenhar ou não o papel principal no desenrolar dos acontecimentos, girando tudo em torno dele.Observe:

A caminhada

Eu ia andando pela avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesgla do mar,pessoas,sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais sem deixar de ser liberdade.

Clarice Lispector, Felicidade Clandestina.

 A narradora protagonista da história conta as suas impressões ao caminhar sem nenhum compromisso, desfrutando em paz o prazer da liberdade. Atente para o emprego dos verbos e dos pronomes na primeira pessoa: “Eu ia andando... mas parece-me que me sentia...”

 

Narrador em terceira pessoa

O narrador fica fora dos acontecimentos, não se inclui na história. Ele sabe tudo,mas não participa da ação, permanecendo como mero observador dos fatos. Daí chamar-se narrador observador ou narrador onisciente. Note:

Como é difícil ser jovem

Mariluce acordou às onze horas, com o alarme do rádio relógio tocando um enlouquecedor rock-pauleira.Tinha deitado às quatro da madrugada e dormido instantaneamente um sono de pedra. Sem levantar a cabeça, esticou o braço e,tateando, tentou localizar o botão do alarme para desligá-lo.Só conseguiu resvalar o dedo no volume e fazê-lo subir tão insuportavelmente que, para não ensurdecer, decidiu saltar da cama e não tatear mais botão nenhum. O melhor mesmo era desligar o rádio da tomada.

Foi o que fez, praguejando.Por que precisava ter armado aquela geringonça para acordá-la? Ainda embriagada de sono, não se lembrava.  

Raul Drewnick, Veneno lento.

O narrador, como você pôde perceber, contou os fatos objetivamente. Ao se colocar como um espectador, que a tudo observa , ele não só relatou as ações da personagem( “Marluce acordou..., esticou o braço..., tentou localizar...,”), como também suas emoções (“...praguejando”) e pensamentos (“Por que precisava ter armado aquela geringonça para acordá-la ?”). Os verbos e os pronomes foram empregados na terceira pessoa.

 

ELEMENTOS DA NARRATIVA

Os elementos mais importantes de uma narrativa são:o enredo ( ou seja a história) o fato, para que haja uma história; os personagens que desenvolvem as ações; o narrador, para contar a história, num determinado tempo e espaço.Observe essa estrutura narrativa, lendo o texto a seguir.

A estrutura do enredo

         O enredo é a narrativa em sua forma estrutural.O enredo se divide em quatro partes:

1.     Introdução ( ou apresentação): geralmente coincide com o começo da história; é o momento em que o narrador apresenta os fatos iniciais, as personagens e, as vezes, o tempo e o espaço.

2.     Complicação (ou desenvolvimento): é a parte do enredo em que é desenvolvido o conflito.

3.     Clímax: é o momento culminante da história, ou seja, aquele de maior tensão, no qual o conflito atinge o seu ponto máximo.

4.     Desfecho (ou conclusão): é a solução do conflito, que pode ser surpreendente, trágica, cômica, etc., e corresponde ao final da história.

 

 

O conflito e o fato

Leia este texto:

 

“Pedro é um jovem de bom coração. Hoje ele ajudou dona Vera: fez compras para ela, cuidou de seu cachorro e regou suas plantas. Dona Vera ficou muito agradecida e lhe deu uns trocados para o cinema.” 

 

Esse texto apresenta uma história completa, pois tem os elementos fundamentais de uma narrativa (fatos, personagens, lugar, tempo). Entretanto, é apenas uma história comum, que não atrai o leitor ou o ouvinte, porque falta nela algo inquietante, que causa surpresa. Em outras palavras, falta nela um conflito. O conflito é qualquer elemento da história que se opõe a outro, criando uma tensão que organiza os fatos narrados e, conseqüentemente, prende a atenção do leitor ou do ouvinte.

Portanto, conflito é o “problema” que ocorre na narrativa.

O fato é o que se baseia a história, por exemplo, nessa história o fato é; “um rapaz que resolve ajudar uma senhora”. Desta forma o fato é a síntese da história.

 

 

        

Personagem

         As personagens possuem duas classificações: quanto suas personalidades e quanto a sua importância dentro da narrativa.

 

         Quanto a personalidade a personagem pode se dividir em:

·        Personagem Plana: é aquela (ou aquelas) que possui um tipo de personalidade do inicio ao fim da narrativa.

·        Personagem Redonda: é aquela (ou aquelas) em que sua personalidade muda no decorrer da narrativa, ou que possui momentos em que demonstra um tipo de personalidade complexa.

 

Quanto a importância da personagem, ela pode ser:

·        Protagonista: é o personagem principal da narração.

·        Antagonista: é o personagem que atua como vilão, possui características totalmente contrárias as do protagonista.

 

O tempo

Os fatos de uma narrativa se relacionam com o tempo em três níveis:

·        Época em que se passa a história: A época em que se passa a história  constitui o pano de fundo para o enredo. A época pode ser qualquer uma, não precisa ser a atual, a época em que se passa a história não precisa corresponder com aquela em que ocorre sua publicação.

 

·        Tempo cronológico: é o tempo que transcorre na ordem natural dos fatos do enredo. É o tempo ligado ao enredo linear, ou seja,à ordem em que os fatos ocorrem.Chama – se cronológico porque pode ser medido em horas, meses, anos, séculos. Falamos que a narrativa é linear quando os acontecimentos estão em ordem conforme o nosso relógio.

·        Tempo psicológico: é o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela memória ou pela imaginação do narrador ou de uma personagem ( ou seja , quando alguém apenas pensa, imagina um acontecimento o tempo é psicológico). De acordo com esse tempo os fatos podem ou não aparecer em uma ordem linear, isto é , coincidem com a do tempo cronológico.

 

A técnica do flash – back

 O flash – back é um recurso narrativo que coincide em voltar no tempo. Em nossa literatura o romance Memórias póstumas de Brás Cubas , de Machado de Assis, apresenta essa técnica: o tempo em que se situa o narrador - personagem Brás Cubas é posterior a sua morte, o que lhe permite voltar ao passado mais distante, contando fatos de sua infância e juventude.

 

O espaço

Os fatos de uma narrativa se relacionam com o espaço em dois níveis :

Espaço físico ou geográfico

É o lugar onde acontecem os fatos que envolvem as personagens: uma rua movimentada, uma cidade, um cinema, uma escola, um cômodo da casa, etc. O espaço pode ser descrito detalhadamente ou suas características podem aparecer diluídas na narração.

Espaço social (ambiente)

É o espaço relativo as condições socioeconômicas, morais e psicológicas que dizem respeito as personagens. O espaço social situa as personagens na época ( se a personagem tiver idéias antigas ou modernas), no grupo social ( o ambiente escolar, religioso, etc) e nas condições em que se passa a história. Ele pode ainda refletir os conflitos vividos por elas ou fornecer pistas para o desfecho.

 

senhora

Análise

Senhora foi publicado em 1875. O romance pode ser considerado uma das obras-primas de seu autor e uma das principais da literatura brasileira. Uma vez que trata do tema do casamento burguês, ou seja, baseado no interesse financeiro, pode ser considerada precursora do Realismo ou pré-realista.  

Alencar classifica a obra dentro de seus “perfis de mulher”, já que concentra na mulher o papel mais importante dentro da sociedade de seu tempo. Aurélia é a protagonista do romance, uma jovem mulher dividida entre o amor e o ódio, o desejo e o desprezo pelo homem que ama. Essa personalidade dividida apresenta um desvio psíquico ocasionado a partir do rompimento do noivo, Fernando Seixas, e que causou um certo caso de esquizofrenia na personagem.

A personagem Aurélia Camargo é idealizada como uma rainha, como uma heroína romântica, pelo narrador. De "régia fronte, coroada de diadema de cabelos castanhos, de formosas espáduas", essa personagem, no entanto, é ao mesmo tempo "fada encantada" e "ninfa das chamas, lasciva salamandra". Ao estereótipo da "mulher-anjo" romântica, o narrador acrescenta, assim, um elemento demoníaco, elemento que, em vez de explicitar, deixa sugerido, "sob as pregas do roupão de cambraia que a luz do sol não ilumina", e também "sob a voz bramida, o gesto sublime, escondendo o frêmito que lembrava silvo de serpente" ou quando "o braço mimoso e torneado faz um movimento hirto para vibrar o supremo desprezo". Tal maneira de caracterizar a personagem - pelos elementos exteriores - é típica do narrador observador. Tal caracterização, por sua vez, humaniza a personagem, afastando-a do maniqueísmo romântico e acrescentando-lhe traços realistas.

O conflito entre os protagonistas gera momentos de grande emoção e sofrimento. É desse embate entre o desejo de vingança e o desejo de amar em plenitude que nasce a ação psíquica que se transforma em enredo. Se a temática e o psiquismo da obra representam antecipações realistas, ambos fortemente consolidados pela evidente critica de uma sociedade que valoriza mais a aparência e o dinheiro que os sentimentos humanos, a idealização das personagens reflete o universo romântico presente na obra. O desenlace configura, por si só, a vitória do Romantismo em Alencar sobre a possibilidade realista.

Para melhor entendermos a obra, devemos perceber as interações do artista que a criou. Alencar acreditava sinceramente na vitória do homem na reforma de si mesmo e da sociedade. Não havia nele ainda o traço de pessimismo profundo e de ceticismo que tantas páginas maravilhosas fizeram nascer em Machado de Assis. É dessa crença nos sentimentos humanitários que bruta o Romantismo alencariano, do qual bruta a força vital de suas personagens. Divididos entre o ódio e o perdão, a necessidade financeira e os apelos do coração, vencem sempre os segundos. O mesmo caso pode ser observado na construção do romance Lucíola, mas com um final trágico. Em ambos os romances a premente necessidade do dinheiro, veículo central de uma sociedade aristocrática e burguesa, obriga personagens a trocarem seus sentimentos por dinheiro. O grande vilão, o antagonista, é sempre a sociedade e seus hábitos doentios e seus costumes imorais. Se é essa a pretensão do autor, o seu recado para a sociedade de seu tempo, devemos classificar Senhora com um romance de costumes. Se o cenário das personagens é o Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX, podemos também considerá-lo como um romance urbano com traços de psicologismo e critica social.

Estrutura da obra

Senhora é um romance dividido em quatro partes e não obedece uma ordem cronológica, isto é, a primeira parte (O Preço), narra os episódios atuais, enquanto que a segunda parte (Quitação), fala-nos do passado de Aurélia, seguem os capítulos: Posse e Resgate. A narrativa é feita por um narrador que parece penetrar na alma de Aurélia Camargo para transmitir suas confidências mais intimas.

Esses títulos contrariam ostensivamente o espírito de uma história de amor, como efetivamente é o romance Senhora. Mas, como se trata de um amor contrariado pelos hábitos sociais, fica clara a idéia de que os títulos foram assim escolhidos para hipertrofiar a metáfora contida no livro. Eles explicitam, em tom caricatural e hiperbólico, a idéia de que a compra efetuada por Aurélia é uma metáfora do casamento por interesse, muito corrente na época, mas sempre disfarçado por elegantes e frágeis encenações sociais.

Enredo

Na primeira parte, O Preço,  Aurélia Camargo dá a conhecer para o leitor: jovem de 18 anos, linda e debutando nos bailes. A principal ação desta primeira parte do romance começa quando Aurélia pede ao tio que ofereça ao jovem Fernando Seixas, recém-chegado na corte após uma longa viagem ao Nordeste, a sua mão em casamento. Entretanto, uma aura de mistério cobre o pedido, pois Fernando não deve saber a identidade da pretendente e além disso a quantia do dote proposto deve ser irrecusável: cem contos de réis ou mais, se necessário.

A habilidade mercantil de Lemos, que chega a ser caricata, e a péssima situação financeira de Fernando - moço elegante mas pobre, que gastou o espólio deixado pelo pai e que precisava restituí-lo à família para a compra do enxoval da irmã - fazem com que dêem certo os planos de Aurélia.

Na noite de núpcias, Fernando se surpreende ao ver nas mãos de Aurélia, um recibo assinado por ele aceitando um adiantamento do dote. Aurélia se enfurece, acusa-o de mercenário e venal. E ela começa a contar a vida e os motivos que a levaram a comprá-lo.

Na segunda parte, Quitação, conhecemos a vida de ambos os protagonistas. Aqui há um retorno aos acontecimentos em suas vidas, o que explica ao leitor o procedimento cruel de Aurélia em relação a Fernando.

Na terceira parte, Posse, a história retorna ao quarto do casal. Vemos Fernando arrasado de vergonha, mas Aurélia toma o seu silêncio como cinismo. É o início da fase de hipocrisia conjugal.

Na quarta parte, Resgate, temos o desenrolar da trama. Intensificam-se os caprichos e as contradições do comportamento de Aurélia, ora ferina, mordaz, insaciável na sua sede de vingança, ora ciumenta, doce, apaixonada. Intensifica-se também a transformação de Fernando, que não usufrui da riqueza de Aurélia, tornando-se modesto nos trajes, assíduo na repartição onde trabalhava, e assim adquirindo, sem perder a elegância, uma dignidade de caráter que nunca tivera.

No final, Fernando, um ano após o casamento, negocia com Aurélia o seu resgate. Devolve-lhe os vinte contos de réis, que correspondiam ao adiantamento do montante total do dote com o qual possibilitava o casamento da irmã, e mais o cheque que Aurélia lhe dera, de oitenta contos de réis, na noite de núpcias.

Separam-se, então, a esposa traída e o marido comprado, para se reencontrarem os amantes, a última recusa de Seixas sendo debelada quando Aurélia lhe mostra o testamento que fizera, quando casaram, revelando-lhe o seu amor e destinando-lhe toda a sua fortuna.

O enredo deste romance mostra claramente a mistura de elementos romanescos e da realidade. Foco narrativo - O romance é narrado em terceira pessoa por um narrador onisciente, ou seja, que tudo sabe sobre as personagens, penetrando em seus pensamentos e em sua alma. Esse narrador é também intruso, já que interfere em vários momentos, apresentando-se ao leitor. A técnica narrativa empregada por Alencar em Senhora é sem dúvida bem moderna, se tomarmos como base suas obras anteriores, já que o autor utiliza digressões.

Tempo - O tempo é cronológico, tomando como base o século XIX, durante o Segundo Império. Entretanto, não há linearidade, já que a história é contada a partir de flash-back.

Espaço

O espaço central da narrativa é Rio de Janeiro.

Personagens

As personagens são bem construídas e já apresentam certa profundidade psicológica. Ao contrário de várias personagens românticas, não constituem meros tipos sociais, já que são capazes de atitudes inesperadas.

1. Fernando Seixas: Jovem estudante de Direito, bem vestido e apreciador da vida em sociedade. A falta de dinheiro o conduz a acreditar que a única maneira de evitar a ruína final é casando-se com um bom dote. Envolvido pelo amor de Aurélia, chega a pensar em abandonar os hábitos caros, mas acaba percebendo que não consegue viver longe da sociedade. Depois do casamento por interesse, é humilhado, arrepende-se e consegue resgatar o dinheiro que recebeu a Aurélia.

2. Aurélia Camargo: Moça pobre. Aurélia é decente e apaixonada por Fernando Seixas. A decepção amorosa transforma-a num mulher vingativa e fria, mas que não consegue disfarçar seu verdadeiro sentimento por Seixas. Seu comportamento é típico de uma esquizofrênica, já que se vê dividida entre sentimentos contraditórios até o final do romance. O amor parece ser sua salvação, redimindo-a de perder o homem que ama por causa de seu orgulho.

3. Dona Emília: Viúva, mãe de Aurélia. Mulher honesta e séria, que amargou imenso sofrimento por causa de seu amor por Pedro Camargo.

4. Pedro Camargo: Pai de Aurélia, filho natural de um rico fazendeiro do interior de São Paulo, de quem nutria grande medo. Morre à mingua por não conseguir confessar seu casamento contra a vontade do pai.

5.  Lourenço Camargo: Avô de Aurélia. Pai de Pedro. Homem duro e rústico, mas que procura ser justo depois que descobre a existência do casamento do filho.

6.   D. Firmina: Parente distante de Aurélia e que lhe serve de companhia quando fica rica.

7.  Lemos: Tio de Aurélia. “Velho de pequena estatura, não muito gordo, mas rolho e bojudo como um vaso chinês. Apesar de seu corpo rechonchudo tinha certa vivacidade buliçosa e saltitante que lhe dava petulância de rapaz, e casava perfeitamente com seus olhinhos de azougue.” Foi escolhido por Aurélia como tutor porque a moça podia dominá-lo facilmente. Estilo de época e individual

Alencar não destoa do Romantismo em voga. A sua visão de mundo é baseada na emoção, e o mundo urbano, com seus problemas políticos e econômicos, o aborrece, por isso foge para o passado; escapa para os lugares selvagens. Suas obras procuram retratar um Brasil e personagens mais ideais do que reais, mais como ele gostaria que moralmente fossem (românticos e moralistas) do que objetivamente eram (realistas). Senhora é um romance de características definidas de forma romântica, mas que já traduz uma temática realista: a crítica ao casamento burguês.

Problemática e principais temas

O conflito amoroso entre os protagonistas nasce desse choque entre os sentimentos e o interesse econômico. Aurélia Camargo é uma mulher de personalidade forte, carregada de sentimentalismo romântico. Daí sua contradição, sua personalidade marcada por extremos psíquicos: dá maior valor aos sentimentos, mas vale-se do dinheiro para atingir seu objetivo de obter o grande amor de sua vida, Fernando Seixas. Dessa forma, o dinheiro acaba impondo o valor burguês que lhe era atribuído na sociedade do século XIX. A realização amorosa só se cumpre depois de Aurélia vencer a aparente esquizofrenia que parece conduzi-la á dúvida quanto às intenções de Fernando Seixas. O comportamento esquizóide manifesta-se nas atitudes antitéticas de desejar o amor do marido com todas as suas forças, mas lutar contra o mesmo até suas últimas reservas.

 

Classificação verbal

Verbo é a palavra que indica ação, estado ou fenômeno da natureza. Exemplos:

Paulo Corre. (indica ação)

Mara está feliz. ( indica estado)

anoiteceu. (indica fenômeno da natureza)

         Os verbos que indicam ação podem se dividir em transitivo e intransitivo.

 

Verbo Intransitivo 

         Verbo intransitivo: é aquele que não necessita de nenhum termo que o complete, pois encerra em si mesmo a idéia básica do predicado.

         Exemplos:

       Os  convidados          chegaram.

                       Sujeito           verbo intransitivo

 

             O avião                    decolou.

                          Sujeito            verbo intransitivo

 

Verbo transitivo

         Verbo transitivo é aquele que exige outro termo para que o sentido fique completo.

 

 

ExemploOs alunos          fizeram              o teste.

                                                       Sujeito             verbo              termo que completa o sentido do verbo

                                                   Intransitivo                    (objeto direto)

Ele se divide em transitivo direto e transitivo indireto.

 

1.     Verbo transitivo direto: quando o termo que completa o sentido do verbo não vem regido de

          preposição.

Exemplo:

O professor                      corrigiu                   as provas.

                                     Verbo transitivo         Objeto direto

       Direto

 

2.     Verbo transitivo indireto: quando o termo que completa o sentido do verbo vem regido de preposição.

Exemplo:

                            Ele               gosta                   de doces.

                                                Verbo transitivo         Objeto indireto

            Indireto

Observação:

·        Preposições mais usadas: a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás.

 

Verbo de ligação

É aquele que não expressa idéia de ação, servindo apenas como elemento de ligação entre o sujeito e um termo que o modifica, chamado predicativo do sujeito.

Exemplos:

 

O dia

Sujeito

Está

verbo de                      Ligação                    

frio

predicativo do sujeito

Rosana

Sujeito           

parece

verbo de  ligação       

triste.

predicativo do sujeito

  

        

Complementos verbais

 Os complementos verbais são os termos que completam o sentido dos verbos transitivos.Podem ser objeto direto e objeto indireto.

 

Objeto direto: é o complemento verbal que não vem introduzido por preposição.

Ex.:  Os alunos      terminaram        o trabalho.

               Sujeito     verbo transitivo       Objeto Direto

                             O quê?

Para encontrarmos o objeto direto perguntamos “O que?” ou  “Quem?”; a nossa resposta será o objeto direto.

 

Objeto indireto: é o complemento verbal que vem introduzido por preposição.

EX. :       Raul                  precisa                                de ajuda

                     Sujeito        Verbo  Transitivo                  objeto indireto

                                                                                  ( “de” é preposição)

                  De quê?

Para encontrarmos o objeto indireto perguntamos ao verbo “De quê? / De quem?/A quem?”

 

Pronomes pessoais como Objeto Direto e Indireto

Os pronomes oblíquos o,a,os,as,e as variantes lo, la, los, las, no, na, nos, nas são sempre objeto direto.

Exemplos.:

Eu o encontrei na escola.

Vamos chamá – lo.

Procuram – no urgentemente. 

 

Os pronomes oblíquos lhe, lhes são sempre objeto indireto.

Exemplos.:

Vou entregar - lhe esta carta.

Diga – lhes a verdade.

Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto.

Para determinar sua função, podemos aplicar a seguinte regra: substituímos o pronome por um substantivo e, se o uso da preposição for obrigatório, trata – se de objeto indireto; se a preposição não for obrigatória, trata – se de objeto indireto.veja:

Ele   me     viu no clube.               Ele viu o amigo no clube.

    Obj. direto                                             Obj. direto

 

Ele    me    telefonou .                   Ele telefonou ao colega

Obj. indireto                                                       Obj. indireto

         

 

JORNAL NA ESCOLA PROJETO COORDENADO PELA PROFESSORA MARIA ONEA   
Nome do jornal:

Participe da escolha do nome do jornal. Procure a urna e deposite sua sugestão.

 

 

Assuntos para o jornal escolar:

 

1.    espaço cultural: eventos realizados na escola neste último mês e outros.

 

2.    Espaço educativo: nova ortografia, dicas de estudo e outros. 

 

3.    Curiosidade Literária/Artística: a respeito de um escritor(a) ou artista brasileiro(a).

 

4.    Entretenimento: piada, palavra cruzada ou uma charge.

 

5.    Saúde: dicas de saúde; violência e/ou bulling na escola e outros.

 

6.    Classificados: anuncio de objetos (livros, revistas, cds, DVDs, e outros) para doação, troca ou venda.

VEJA AQUI OS PROJETOS DE 2009